Fachada do Aeroporto de Caruaru - PE

Caruaru - Um Aeroporto Promissor

OS ARES DA MUDANÇA

O Aeroporto Oscar Laranjeira, localizado no Município de Caruaru, interior do Estado de Pernambuco, distante 138 Km da Capital Recife, passou recentemente por grandes mudanças, dentre elas a contratação, através da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado, de empresa especializada para assistir e subsidiar na operação e manutenção do Aeródromo – a INFRACEA Aeroportos, empresa reconhecida pela sua expertise. Desde então, discute-se frequentemente o que isso acarreta para o futuro do aeroporto e quais são as intenções dessa nova empresa.

A TRANSIÇÃO

Para entendermos a situação atual do Aeroporto de Caruaru é preciso olharmos para o seu passado recente. Há pouco tempo atrás, os aeroportos regionais não eram tão utilizados, tampouco se imaginava a possibilidade de virem a receber voos regulares. As equipes que operavam nestes aeroportos, embora dedicadas, não possuíam a experiência necessária para realizar as operações aeroportuárias e atender os minuciosos requisitos exigidos pela legislação do Setor. Era preciso uma capacitação específica!

Foi então que ocorreu a chegada da INFRACEA, que aliada às intenções do Estado, passou a auxiliar na administração do aeroporto. A transição foi rápida e assertiva, o primeiro passo foi realizar uma avaliação das condições do aeroporto, prática comum da empresa, que sempre realiza auditorias internas para verificar as condições operativas do aeródromo, e assim compatibilizá-lo com às exigências da ANAC e dos demais órgãos responsáveis.

Dentro do assunto, muito se questiona às equipes INFRACEA pelos investimentos na área de pista, muro, terminal, estudos e obras de ampliação para receber aviões de maior porte, com mais frequência etc. Cabe esclarecer que o atual contrato da INFRACEA, não permite investimentos em infraestrutura, reforma ou ampliação de pista, terminal e afins. Todavia existe o conhecimento que o contratante, o Estado (através da SEINFRA PE), tem buscado recursos para prover estes estudos e melhorias, tão esperadas pela população.

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O primeiro passo é a constatação da demanda, e, na sequência, a compatibilização do aeroporto para atender essa mesma demanda.

UMA POPULAÇÃO ENGAJADA

Com o início das operações assistidas pela INFRACEA, começaram às buscas para que o Aeroporto de Caruaru encontrasse o equilíbrio dentro das suas condições e especificações. Surgiu a possibilidade de a empresa AZUL iniciar suas operações no Aeroporto e logo a população quis saber como a INFRACEA influenciaria no futuro deste. A busca de aperfeiçoamento foi imediata. Atualmente Caruaru possui dois voos, diariamente, um no turno da manhã e outro no turno da tarde, atendendo parte da demanda regional. Mas, além dos voos propriamente ditos, as maiores mudanças ocorreram nos processos que envolvem a gestão e operação do aeroporto. Um detalhado serviço de Segurança Operacional e Segurança Contra Atos de Interferência Ilícita foi implementado, o que trouxe maior segurança para a operação, gerando níveis mais elevados de confiança, tanto para os passageiros, quanto para as companhias aéreas, ao coibir intenções maliciosas. Inspeções diárias são executadas na área do aeródromo, garantindo decolagens e pousos mais seguros. Tudo é minuciosamente acompanhado para garantir a segurança das operações, uma prática respaldada pelas constantes auditorias realizadas pela empresa e pela própria contratante. São processos devidamente registrados e alinhados com os regulamentos brasileiros impostos pela ANAC.

Outras alterações importantes vieram na forma das certificações. É fato que os elementos mais “tangíveis” para muitos na hora de avaliar a qualidade dos serviços de um aeroporto são o número de voos e tamanho das aeronaves que ali pousam, mas essa é uma percepção por vezes equivocada, ainda que comum. É importante ressaltar que “por trás” da operação de pouso e decolagem de um voo da Azul, há uma equipe multidisciplinar engajada na atualização de publicações aeronáuticas, na manutenção, no cumprimento de procedimentos mandatórios, na análise das operações e etc.

Quando o assunto é a realização de voos regionais, o primeiro passo é a constatação da demanda, e, na sequência, a compatibilização do aeroporto para atender essa mesma demanda. A partir desse trabalho, a administradora busca as certificações corretas e define quais aeronaves especificas são as mais adequadas para atenderem o aeroporto em questão. Os grandes aviões chamam a atenção, mas é preciso que haja compatibilização entre demanda e capacidade projetados.

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QUAL O FUTURO DE CARUARU?

Sabemos que hoje o Aeroporto de Caruaru executa voos como os realizados pela Azul Conecta, com o Cessna Caravan, focados no transporte regional de poucos passageiros, conectando Caruaru à Recife e de Recife ao mundo, ou seja, é evidente que as grandes companhias desejam atender aeroportos como esse. Mas, afinal, podemos esperar voos de maior porte no futuro?

A resposta é de certa forma positiva, o aeródromo tem sido estudado e gradualmente compatibilizado para tal, mas é preciso que ocorra uma decisão estratégica não só por parte da INFRACEA, como também por parte do detentor da Outorga, o Estado, que o tem feito e, ainda, das próprias companhias aéreas. Tudo depende da demanda. Porém, enquanto os A320 e os Boeing 737 não pousam, a população pode celebrar outros benefícios como o treinamento que foi dado a todos que operam no aeroporto, dentro dos rigores da lei; a maior segurança operacional, que é fator predominante no setor da aviação; e no compromisso de uma empresa especialista em buscar novos negócios, novas companhias, novas melhorias para o terminal de passageiros, alocação dos espaços do aeroporto para a entrada de concessionárias e serviços, e, finalmente, no empenho para conectar o Aeroporto de Caruaru a todos os outros aeroportos do Brasil, assim como no desenvolvimento de sua região.

INFRACEA

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A INFRACEA possue uma equipe especializada em coletar e reportar informações de qualidade à população, empresários, gestores públicos, gestores e trabalhadores do setor aeroportuário.