INFRACEA Fachada do Aeroporto de Paracatu

Nova obra no Aeroporto de Paracatu prevê grandes mudanças

O Aeroporto Municipal de Paracatu - Pedro Rabelo de Sousa – localizado no Estado de Minas Gerais, iniciará no fim do mês de maio, precisamente no dia 27, uma obra que deve trazer uma série de melhorias significativas para a sua infraestrutura. Tido como exemplo pela SAC (Secretaria de Aviação Civil), tanto pela qualidade do projeto apresentado, quanto pela celeridade da aprovação da obra, a expectativa é a de que o aeroporto se torne um modelo a ser seguido por outros polos regionais. Mas por que essa obra é tão impactante e como ela poderia influenciar a expansão da malha aérea nacional?

A OBRA

Responsável pela administração do Aeroporto de Paracatu desde junho de 2016, a INFRACEA elaborou o projeto da obra a ser executada, cotado no valor de 300 mil reais, e, mais tarde, o doou à Prefeitura Municipal de Paracatu. O objetivo do projeto era garantir uma melhor infraestrutura para o aeroporto, assim como maior segurança nas suas operações, viabilizando-o para ser capaz de operar num período de 24 horas, passando a atender também voos noturnos, além dos diurnos que hoje opera. O projeto englobou áreas variadas, envolvendo profissionais de diversas competências, tais como topógrafo, engenheiro eletricista, engenheiro civil, projetista, especialista em segurança operacional, especialista em aviação civil, especialista em auxílios na navegação aérea etc. Foi um processo que levou em torno de 6 meses, contando com levantamento das informações, levantamento em campo, múltiplas reuniões e entregas com a prefeitura e com a SAC.

Após muito empenho e parceria entre a Prefeitura Municipal de Paracatu e INFRACEA, o projeto foi entregue e apresentado para a Secretaria de Aviação Civil, sendo aprovado 3 meses depois. A SAC (Secretaria de Aviação Civil) destinou o valor de 3 milhões e 700 mil reais para execução da obra, por meio do processo de melhorias dos aeroportos regionais. Após a aprovação dos projetos, o processo foi para licitação, onde uma empresa foi selecionada para executar a obra.

Prevista para ser encerrada em outubro de 2021, a obra deve contemplar uma gama de melhorias: implantação da cerca operacional, dentro dos padrões estipulados pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), o que irá impedir o ingresso de pessoas ou animais dentro da pista do aeroporto; a implementação do balizamento, da sinalização horizontal, do projeto de iluminação, dos auxílios visuais luminosos, PAPI (Precision Approach Path Indicator, em português Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão), biruta iluminada, e farol rotativo, que irão permitir a execução de voos noturnos, que somados a estação meteorológica de superfícies automática, já implantada e solicitada pela INFRACEA e pela Prefeitura Municipal de Paracatu, tornarão todos os voos mais seguros, uma vez que o piloto poderá se planejar melhor ao dispor de informações relativas ao vento, direção, intensidade, precipitação, chuva, que ele poderá checar nas publicações ou ouvir numa frequência predefinida. O projeto também prevê a instalação de fontes de energia elétrica, como geradores e no breaks, que devem garantir a completa funcionalidade das operações no aeroporto mesmo se ocorrerem problemas na fonte primária de distribuição de energia da cidade.

O QUE ISSO SIGNIFICA PARA A REGIÃO?

Com o Aeroporto de Paracatu tão bem equipado, a INFRACEA, a Prefeitura Municipal de Paracatu e a SAC (Secretaria de Aviação Civil) trabalham num mesmo sentido para que o potencial latente da região seja alcançado. Um aeroporto é um vetor de desenvolvimento, e é essa visão que o Governo Brasileiro alimenta quando propõe programas de investimento na aviação, alocando recursos não só para as linhas aéreas, mas também para os aeroportos regionais, o que por consequência dá maior penetração ao modal aéreo em todo o país. Como um país de dimensões continentais, é essencial que o Brasil continue na direção de investir tanto nos grandes aeroportos, quanto nos polos como o representado pela região de Paracatu.

Algumas obras serão maiores, outras demandarão equipamentos pontuais (PAPI, cerca operacional, estação meteorológica), mas fato é que o aeroporto detém um papel social que precisa ser observado, mesmo quando o investimento nesse setor acaba não sendo a prioridade quando colocado ao lado das grandes questões, tais quais a Educação, a Segurança e a Saúde. Num momento como o atual é fácil notar o porquê do modal aéreo ser imprescindível. Ele não só desenvolve a economia, é através dos aeroportos e das aeronaves que as vacinas contra o Covid chegam aonde devem chegar; é por ele que o auxílio emergência é transportado; é o modal aéreo que permite a locomoção eficiente de médicos e pacientes. E em outros contextos, e por ele que muitas empresas e empresários avaliam se desejam ampliar seus negócios para determinadas áreas ou regiões do país. A própria Paracatu é um exemplo disso, ao atender muitas cidades no noroeste mineiro e no alto da Parnaíba, e, por consequência por possuir grandes empresas, públicas e privadas, que fazem enorme uso dessa estrutura.

“O Brasil precisa do modal aéreo, existem muitos aeroportos regionais abandonados, fechados ou interditados. Muitas vezes faltam profissionais com a capacitação técnica e a falta de gestão traz risco às operações”,

disse o CEO da INFRACEA, Fernando Siqueira, finalizando com o comentário de que “a iniciativa da Prefeitura Municipal de Paracatu é um grande passo em direção ao progresso” no sentido de melhorar a malha aérea e permitir aos usuários do aeroporto, tanto os locais, quanto os que vem fora, um uso mais seguro e constante dos voos que lá ocorrem.

PRESENTE E FUTURO

Com a obra aprovada e, em breve, iniciada, ainda são muitas as responsabilidades de cada um dos envolvidos. A INFRACEA, a Prefeitura e a SAC (Secretaria de Aviação Civil) devem fiscalizar a entrega e execução do que foi acordado no processo licitatório, garantindo que todo o processo ocorra corretamente. Com a finalização da obra, existe intenção da prefeitura, por meio de negociações com o Governo do Estado, com a SAC e com as companhias aéreas, de que o aeroporto possa expandir o número de voos regulares, uma vez que poderá operar 24 horas por dia.

Com essa ampliação de frequência e destinos disponíveis, outras mudanças devem acontecer no sentido de atualizar processos ligados à administração e operação. A INFRACEA afirmou que os colaboradores devem passar por novos cursos de capacitação e treinamentos para poderem atender a nova demanda que o Aeroporto de Paracatu irá exigir, uma vez que as equipes deverão estar prontas para responder às necessidades que surgem a qualquer momento do dia. Isso é positivo, pois acaba por gerar emprego em diversas áreas, como APAC e em cargos técnicos habilitados para fazerem a manutenção preventiva, preditiva e corretiva dos equipamentos, por exemplo.

A expectativa é que, a longo prazo, o aeroporto tenha uma condição ainda melhor e ajude atrair mais investimentos para a própria cidade, incrementando no crescimento econômico do município e da região. O que por sua vez, acaba motivando mais e mais os investimentos que o Governo Federal possa vir a fazer em outros aeroportos regionais, ao observar os benefícios que trouxeram para Paracatu a para a malha aérea no geral. São mudanças gradativas, que fazem parte de um processo constante de evolução da visão técnica, teórica e objetiva que se tem do papel dos aeroportos no país, mas que projetam um futuro otimista que permitirá cada vez mais mobilidade, agilidade e eficiência não só nos quesitos ligados à economia, mas também às necessidades que possam vir a aparecer, como hoje é o caso da Pandemia, e que sem o modal aéreo não poderia ser respondida com o transporte eficaz de vacinas, auxílio emergencial, médicos, enfermeiros, e pacientes.

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